O mundo está a mudar e as empresas terão de adaptar à nova realidade
2015-12-24O mundo está a mudar e as empresas têm de saber reagir a esta transformação profunda que se reflete na forma como consumimos serviços.
O tema dá o mote para uma reflexão de Mark Barrenechea, CEO da OpenText.
Não existem barreiras à entrada de novas ideias, com exceção da ideia em si. O hardware pode ser alugado mas em breve será livre. A pilha de software é livre. O desenvolvimento de novos produtos e serviços, desde a ideia, passando pelo produto, até à distribuição global, nunca foi tão rápido, fácil ou tão barato.
O local de trabalho mudou. Ao longo dos próximos anos, os Millennials irão ser cerca de 50% da força de trabalho. Os Millennials não seguem os modelos sociais tradicionais. Eles esperam por produtos e serviços altamente personalizados, esperam tudo de forma imediata e são omnichannel. Aprenderam a trabalhar em computadores com uma perna às costas. Querem o agora e vão diretamente ao fornecedor ou à empresa que o possa fazer de imediato.
As mentalidades mudaram. O capital massivo está a ir ao encontro de empresas que não geram lucro. Na teoria, é claro, corra atrás do crescimento, tenha uma forte base de assinantes e não se preocupe com os lucros. O lucro não é a prioridade dos disruptores. Para os restantes, é uma mina de ouro.
Os modelos de negócio estão a mudar: desde os produtos aos serviços, desde as transações únicas até aos fees de subscrição, passando pelas entregas on-premises ou na cloud. É correto dizer que entrámos na Economia da Subscrição.
Podemos aprender bastante com as empresas que estão a crescer enquanto Líderes Digitais, mas o grande diferenciador e que destaco, é o hyperscale. Consegue imaginar como é ter mil milhões de subscritores? A Google, Facebook, Netflix, Apple, Alibaba, Tencent, Uber e Airbnb têm, e o que todas elas têm em comum é a capacidade de crescer de forma rápida e eficiente.
A digitalização muda tudo. Muda a forma de pensarmos, com quem concorremos, como inovamos, como experimentamos, a própria jornada do cliente, a nossa cadeia de fornecedores, o local de trabalho, o nosso ritmo e nossa cadência.
*Presidente e CEO da OpenText
Fonte: SapoTek
