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18 September, 2014
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3ds Max e V-Ray no IKEA


Martin Enthed e a sua equipa trabalham numa das muitas empresas do grupo IKEA, a IKEA Communications AB. “ Quando se trata de produtos,” – explica o Martin; “ o IKEA da Suécia desenha e desenvolve a gama de produtos. O Departamento de marketing global e comunicação decide que produtos deve constar na comunicação e são importantes para alcançar o consumidor. Depois são criados os conceitos e ideias de comunicação, os quais são produzidos de diferentes formas. Criamos as instruções de montagem que tão bem conhecem! Nós criamos as imagens dos produtos, as etiquetas, o Catálogo IKEA, o website IKEA, impressões para/nas embalagens, etc. Nós fazemos a maioria do material de comunicação global para o IKEA. Todas as comunicações que criamos e produzimos, em última análise, devem ajudar o consumidor a compreender como o IKEA a tornar melhor as suas vidas diárias.”

No verão de 2004, o IKEA decidiu alterar a forma com produziam as suas imagens de produto. Fizeram a primeira tentativa com imagem 3D renderizada CG, em alternativa às fotografias. 

“Nós fizemos 8 ou 10 visualizações de produto, bastante más, quando comparadas com os standards atuais,” explica o Martin, “ mas houve uma faísca e continuámos a trabalhar na ideia. No Outono de 2006 apresentámos um produto 3D no catálogo. A primeira peça CG era uma cadeira chamada “Bertil”.

Fazer a Transição

Quando o IKEA começou a equacionar a criação de mais do que apenas as imagens de produto em 3D, há uns anos atrás, o IKEA já tinha criado e concebido a ideia e conceito para uma imagem IKEA. Eles pretendiam manter o sentido de realidade e a sensação de ambiente habitado, quando acontecesse a transição para processo de trabalho digital. Eles não queriam que os clientes vissem ou, até mais importante, sentissem qualquer diferença. “Nós entendemos quão importante é o conhecimento acerca do mobiliário para casa. Como a casa se apresenta, como a casa se deve sentir, … Os fotógrafos experientes do IKEA têm vindo a trabalhar com os Designers de Interiores na recriação deste sentimento há 15 ou 20 anos. Nós tínhamos de transmitir esse conhecimento para os artistas 3D, que tinham conhecimento técnico mas, em muitos casos, chegavam diretamente das escolas. Nós necessitávamos que eles absorvessem este tipo de sentimento que a imagem tinha de transmitir para ser convincente. Foi muito difícil no início” – conta o Martin.

O ponto de viragem, para nós, aconteceu quando em 2009 nos chamaram e disseram, “Têm de parar de usar 3D. Tenho 200 imagens de produto e estão simplesmente terríveis. Vocês precisam de treinar mais.” Quando vimos as imagens que eles não tinham considerado suficientemente boas e as poucas que eles consideraram ótimas… as que eles não tinham gostado eram fotografia e as boas eram 3D! Agora falamos apenas de boas ou más imagens – não da técnica em que são criadas.”



Atualmente, cerca de 60-75% de todos os produtos de imagem do IKEA (imagens que apresentam um único produto) são 3D. Essas imagens são, por exemplo, utilizadas no site www.IKEA.com. Com uma biblioteca de cerca de 25.000 modelos 3D, o IKEA pode apresentar os produtos separados ou juntá-los para criar ambientes 3D. “Estes são todos criados numa resolução ridiculamente elevada,” explica o Martin, “Nós realizamos o render em 4Kx4K, e precisamos que eles estejam realmente nessa resolução. Necessitamos que eles sirvam para qualquer situação – imprimir em grande para forrar as paredes das lojas se necessário. Mesmo que muitos deles apenas sejam utilizados no website, todos têm a capacidade se serem impressos em alta resolução.”

Técnicas de Render

Um dos fatores que continua a proporcionar a transição de forma fluida, segundo o Martin, prende-se com a utilização do V-Ray para o render. “Nós utilizamos 3Ds Max e V-Ray. Eles já utilizavam Max e V-Ray antes da minha chegada, no entanto, não fiquei preocupado uma vez que já utilizo o Max com todos os seus diferentes motores de render desde de 1990 (quando ainda funcionava em DOS e não se chamava Max). Vinha indeciso quanto ao V-Ray antes de começar, contudo vi o seu verdadeiro potencial para imagem realística no caso do IKEA. Nós produzimos um grande número de imagens diariamente e com o V-Ray é simples acertar as definições/gravar não necessitando de mais preocupações. Não nos preocupa tanto o tempo que as imagens demoram, uma vez que os artistas não necessitam de andar constantemente a refazer o trabalho, o que acontecia com o Mental Ray e outros motores de render. O V-Ray é muito bom para nós. Tem um grande número de definições, mas se o configurarmos podemos alterar a qualidade de draft para renders de alta definição apenas com a mudança de um valor. E quando os nossos artistas aprendem a ler as imagens através do grão das fases de pré-calculo, então tudo se resume a afinar um valor e colocar em produção. É simples de aprender e comporta-se da forma a que a luz real se deve comportar. Teria sido bastante complicado para os nossos fotógrafos transferir os seus conhecimentos de iluminação para o 3D caso a luz não tivesse um comportamento semelhante à luz real.”



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Fonte:
Architizer