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Fundão investe 12 milhões de euros para a requalificação urbana

 2017-03-07

Luso Cuanza: Fundão investe 12 milhões de euros para a requalificação urbana

O Fundão deverá receber, até 2020, um investimento público de 12 milhões de euros em obras de requalificação urbana, que incluem a reabilitação de zonas e edifícios nobres da cidade. 

Para o presidente da autarquia beirã, Paulo Fernandes, “é um investimento que permitirá dar um novo rosto a zonas e edifícios que são muito importantes para a cidade e que ao mesmo tempo permitirá criar mais habitação para integrar a bolsa de arrendamento municipal, além de nos permitir manter a política de atracção de actividades de valor acrescentado para o centro da cidade”. O autarca falava após a assinatura de um protocolo com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana com vista à concretização da operação “Regenerar Fundão”, que implica um investimento de três milhões de euros.

A cerimónia contou com a presença do secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, que ficou a conhecer alguns dos projectos que este município do distrito de Castelo Branco pretende levar a cabo nos próximos anos em termos de regeneração urbana. Para o efeito, explicou Paulo Fernandes, o município contará com uma verba de cerca de nove milhões de euros, já aprovada no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), a que se juntam mais três milhões de euros financiados pelo programa “Reabilitar para Arrendar” e que visa levar a cabo o projecto “Regenerar Fundão”. O contrato de financiamento do “Regenerar Fundão” foi agora assinado e prevê a criação de mais 47 fogos habitacionais, a realizar em duas fases. A primeira fase contempla a reabilitação do edifício do antigo Grémio, que deverá estar concluída até meados de 2018, e que permitirá a criação de 19 fogos habitacionais, num investimento previsto de um milhão de euros. Já a segunda fase está relacionada com o investimento de dois milhões de euros na construção de raiz de quatro blocos habitacionais (28 fogos), projectados para um terreno municipal localizado na zona de ampliação do cemitério.

“São apostas que pretendem contribuir para aumentar a nossa bolsa de arrendamento municipal”, sublinhou, salientando que a autarquia calcula que nos próximos três anos necessite de mais 350 fogos para dar resposta à procura que se prevê, dado o quadro de desenvolvimento já anunciado por algumas empresas que estão instaladas no Fundão. No que concerne ao PEDU, o autarca também ressalvou que as intervenções deverão ser levadas a cabo por duas fases. A primeira decorrerá até 2018, e envolve uma verba de cerca de cinco milhões de euros. Entre as obras previstas, está a requalificação do Cineteatro Gardunha, obra há muito reivindicada e que corresponderá à intervenção de maior vulto de todo o PEDU, num valor global superior a 2,4 milhões de euros. Nesta primeira fase, será ainda efectuada a reabilitação da fachada do edifício da Câmara Municipal, do antigo colégio de Santo António e da antiga unidade comercial Cartel, a requalificação da Escola Secundária e a criação de uma ciclovia na zona urbana.

Para a segunda fase, que envolve uma verba de cerca de quatro milhões de euros, está programada a reabilitação do velho Hospital do Fundão, a intervenção nos espaços envolventes à zona do Mercado e a construção de um centro intermodal rodoferroviário, bem como a requalificação da Avenida da Liberdade e da Praça do Município, entre outras obras.

Por Construir a 6 de março de 2017